Confira a lista que traz os piores videogames de
todos os tempos
N-Gage, Virtual Boy,
CD-i, Jaguar e 3DO são considerados alguns dos piores videogames de todos os
tempos. Seja pela falta de jogos, tecnologia mal implementada, baixas vendas ou
outras características: eles não fizeram sucesso e tiveram vida curta no mercado.
Saiba detalhes destes e outros aparelhos fracassados.
O Virtual Boy é a mancha no currículo
da Nintendo, atual criador do Wii U, Wii, 3DS e DS, consoles relativamente
populares e bem sucedidos entre seu público. O Virtual Boy, porém, foi um
fracasso. Lançado em 1995, o aparelho sofreu de graves problemas, a começar
pelo seu design pouco ergonômico.
Virtual Boy foi um grande fracasso
(Foto: Divulgação/Nintendo)
CD-i
O estranho e fraco CD-i (Foto:
Reprodução/RetroGamer)
Apesar da “potência” em ler CDs, o
aparelho tinha games ruins e com qualidade de vídeo baixa, foi descontinuado
apenas em 1998, e por isso conseguiu vender um milhão de aparelhos. Antes
disso, a Philips tentou uma parceria com a Nintendo que não deu certo, mas que
lhe concedeu os direitos de lançar jogos das séries Zelda e Mario. Games como
Link: The Faces of Evil, Zelda: The Wand of Gamelon e Zelda’s Adventure são até
hoje considerados os piores da saga.
N-Gage
O N-Gage é um caso bem peculiar de
console portátil. Ele foi lançado pela Nokia como um celular com altas
capacidades para game. O portátil veio com vários erros de design e de
marketing. Lançado em 2003, por US$ 300, o aparelho ganhou uma nova chance, com
relançamento feito em 2004, já com o nome de N-Gage QD.
O N-Gage era promissor, mas
falhou (Foto: Felipe Vinha/TechTudo)
Porém, o N-Gage sofreu com poucos
jogos de peso lançados em seu catálogo. Apesar de ter sido um aparelho
relativamente bom para jogos, era péssimo como celular. Para falar com alguém
era preciso segurar o dispositivo rente ao rosto. Isso, claro, foi motivo de
piada por muitos anos, mesmo após seu cancelamento, em 2005, com pouco menos de
um milhão de unidades vendidas.
Dreamcast
Pode parecer estranho ter o Dreamcast
em uma lista de “piores” consoles ou quase desconhecidos, mas seu fracasso é o
mais simbólico de todos, já que levou a Sega a sair do mercado de consoles e focar-se apenas no desenvolvimento de
jogos. O Dreamcast foi o primeiro console de “nova geração” a ser lançado na
época do PlayStation 2 e do primeiro Xbox, quando saiu em 1999. Mas,
infelizmente, seu marketing e mercado foram mal aproveitados.
Dreamcast não é necessariamente
ruim, mas fez a Sega fechar (Foto: Divulgação/Sega)
Até hoje, contabilizamos nove milhões
de unidades comercializadas para o aparelho, o que é considerado bem pouco para
um console da Sega, que vende 30 milhões de Mega Drive e 20 milhões de Master
System. Por conta de uma postura agressiva da Sega, muitas desenvolvedoras
importantes deixaram de apoiar o console, como a EA, o que fez com que ela
perdesse relevância frente a concorrência. Apesar do preço baixo de US$ 200,
não conseguiu tanto sucesso e foi cancelado em 2001, três anos depois de ser
lançado.
Gizmondo
O Gizmondo é um aparelho bem curioso.
Produzido pela Tiger Telematics, ele nasceu em 2005 para ser um portátil com
games, GPS e câmera digital. Os problemas envolveram marketing fraco, poucos
jogos lançados e a bateria que durava menos de quatro horas. Somente oito games
foram lançados e 25 mil unidades do aparelho foram vendidos, antes de seu
cancelamento, em 2006.
Gizmondo tinha GPS e câmera, mas
não colou (Foto: Reprodução/Snipview)
O videogame teria uma segunda versão,
Gizmondo 2, lançada pouco tempo depois e com a chance de corrigir diversos
erros. Porém, a Tiger Telematics faliu, após seu dono ser preso por conta de um
acidente de carro e também pelo fracasso comercial, trazendo graves problemas
financeiros para a companhia.
Jaguar
Muita gente não sabe, mas o Jaguar foi um tipo de “novo Atari
de nova geração”. Lançado em 1993 pela própria Atari, o console foi o primeiro
videogame de 64-bit, quebrando diversas barreiras técnicas e paradigmas de sua
época. O preço também era competitivo: US$ 250, ou US$ 100 a menos que seus
competidores.
Jaguar foi um console adiante de
seu tempo (Foto: Reprodução/Left Over Culture View)
O controle era um grande problema,
com muitos botões e tamanho pouco prático. A falta de jogos de expressão também
atingiu o Jaguar em cheio – afinal, não adianta ter um console poderoso, se
ninguém lançar games para ele, certo? Isso fez com que o aparelho não atingisse
a popularidade necessária para competir com o PlayStation, que seria lançado
pouco tempo depois. O portátil teve fim em 1994, com pouco menos de 250 mil
unidades comercializadas.
Nintendo 64DD
O Nintendo 64DD é outra fabricação da
Nintendo nessa lista, mas ele seria lançado como um console adicional ao
Nintendo 64 padrão, por isso é bom não confundi-los. O aparelho foi anunciado
em 1995 e lançado em 1999, após enormes períodos de atraso. Na teoria, ele
poderia trazer games com melhores gráficos e exclusivos ao N64, mas a promessa
não se cumpriu.
O Nintendo 64DD completo (Foto:
Reprodução/GameSniped)
Foi descontinuado em 2001, com apenas
15 mil unidades vendidas, lançado somente no Japão, por cerca de US$ 100. Seu
nome, “DD”, vem de “Disk Drive”, pois utilizava discos similares aos CDs no
Nintendo 64. Também era possível utilizar um tipo de “Internet básica”, com o
serviço Randnet, para distribuição de demos e que permitia ao usuário navegar na
Internet. Mas é claro que o serviço também não funcionou como deveria. Apenas
10 jogos foram lançados, sendo eles quatro simuladores de pintura e música do
Mario.
3DO
Também conhecido como 3DO Interactive Multiplayer, ou apenas 3DO, o console foi fabricado pela 3DO
Company e lançado em 1993, visando entrar na era dos “aparelhos de novo milênio
que usavam CD”. Seu maior inimigo foi o preço de lançamento: US$ 700,
considerado um dos maiores até hoje, em termos de videogames. Apesar de toda a
pompa, seus jogos não justificavam o preço investido.
3DO era da Panasonic (Foto:
Reprodução/Consollection)
Mais tarde seus direitos de
fabricação foram comercializados com a Panasonic, visando baratear o custo e
possibilitar seu desenvolvimento no mercado. Mas a falta de peças e o valor da
produção alto continuam como empecilho. O aparelho foi descontinuado em 1996,
após vender pouco menos de um milhão de unidades, com 300 jogos disponíveis ao
longo de três anos.
R-Zone
O R-Zone ganhou algum destaque nas
propagandas, quando foi lançado em 1995, inclusive no Brasil. Porém, ele tinha
um grande atrativo lá fora: seu preço, que era de apenas US$ 30. Fabricado pela
Tiger, a mesma do Gizmondo, o R-Zone não teve vida longa e parou de ser vendido
em 1996.
R-Zone tinha três aparelhos em um
(Foto: Reprodução/GamesRadar)
Ele era comercializado em três
aparelhos distintos: o visor de cabeça, um portátil com tela pequena e outro
com tela maior. Os três rodavam os mesmos jogos, mas com diferenças gráficas.
Contudo, o visual não era seu forte e os games do console mais pareciam com
aqueles minigames que comprávamos na feira por R$ 10. Apenas 10 jogos foram
lançados.
Pippin
O Apple Pippin, lançado em parceria
com a Bandai, fabricante de brinquedos, em 1995. Disponível na época por US$
500, o Pippin tinha tudo para fazer sucesso, principalmente pelos nomes
envolvidos, mas falhou ao não tentar se decidir se era um computador ou
videogame.
Pippin foi a aposta da Apple para
criar um console que também era uma central de entretenimento (Foto:
Reprodução/Museu do Videogame)
Foram fabricadas 100 mil unidades,
mas apenas 42 mil foram comercializadas, o que representou prejuízo aos donos.
Apenas 18 games foram lançados, com poucos exemplos famosos como Power Rangers
e Dragon Ball Z. Apesar do fracasso, a Apple ainda lançou alguns acessórios,
entre eles controles diferenciados, impressora, arma, memória extra, modem de
Internet e até mesmo um drive de disquete.
Qual na sua opnião deveria estar incluindo nesta lista?











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